É preciso que se saiba a diferença entre ser ciumento e ser castrador, para que nossas escuridões não ofusquem nosso encanto pessoal. Se queremos dar bons motivos para que nos amem, e não apenas se apaixonem, mostremos que nossos defeitos, ainda que façam parte do pacote, não são ventos não gentis facilmente, por nossos demônios, transformados em tempestades e infernos.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
[Registros do Facebook] Sobre "Crônica do Amor", de Arnaldo Jabor
Não gosto de ficar reproduzindo textos alheios, não gosto mesmo, não sou disso, tenho profunda aversão à mania de copiar e colar de que se abusa nas redes sociais...porque "compartilhar" demais tende a significar (pelo menos para a mim) a falta de ideias próprias. Posso eventualmente estar enganado, mas não consigo ver de modo diverso.
Entretanto, ao ler o texto do Arnaldo Jabor, inevitável não tecer comentário algum...por se tratar não apenas de uma crônica, mas, e sobretudo, por remeter a recorrentes questionamentos acerca de algo que tanto queremos e tentamos agarrar e nos escorre pelas mãos. Gosto demais do tom com que o autor desenvolve seu texto, com envolvente lucidez, sem ser artificialmente racional, e sem recorrer, de forma alguma, a pieguismo.
Ele tocou exatamente no que é mais difícil aceitar: o amor não é necessariamente dos que o perseguem. Nós, pessoas, colocamos condições, pré-requisitos, acreditamos que retidão e honestidade ajudam, mas, profundo engano, porque estamos diante de algo que não se pode controlar, transcende nossos limitados e obtusos poderes. Compreensão costuma trazer, ao limitado ser humano, o que ele precariamente chama de "paz de espírito". Razão traria serenidade. Mas no fundo desconcerta e desconforta constatar que viver ultrapassa todo entendimento. E que há tantos fenômenos e coisas mais que acontecem nessa vida para os quais nem sempre teremos respostas,razões, ou mesmo justificativas, aos quais, quando existentes, tende o homem a elas agarrar-se. Essa misteriosa força de que ele fala colide frontalmente com aquela crença universal de que semelhantes atraem semelhantes. Mas é exatamente isso: não há fórmula...há químicas em torno das quais não se entende porque aquele cara maravilhoso namora uma baranga enquanto aos milhares há de homens/mulheres com tanta beleza e/ou atributos mais que o(a) dele façam alguem entre os mais desejados. Que "injustiça" ...não conseguir entender porquê, não ter o que tem outrem, que você acha mal chegar aos seus pés. Indagações milhares que não alcançam a complexidade daquele enredo. "Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível."
Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
domingo, 3 de junho de 2012
[Registros do Facebook/Postagens] Silêncio, mendacidade, armadilha
https://www.facebook.com/brunoguimaraes11/posts/361635983892032
Por Marcelo Wolf:
"- Mas eu sou super sincero; jamais minto, apenas omito...
Até que ponto a omissão é também uma falta de sinceridade e, por consequência, uma mentira?"
Minha resposta:
Falando em "poucas" palavras, omissão é essencialmente questão de conveniência e utilitarismo...depende demais de finalidade, contexto, não é algo a que se possa,intrinsecamente, cunhar os adjetivos "bom" ou "mau". Um frasco, ele somente, será apenas um frasco, mas será representado como mau se contiver veneno, ou bom, se seu conteúdo for remédio. Pode ser preservação, defesa, como pode ser capciosa maldade. Acredito em omissão como insinceridade apenas em relações (sejam de amor/companheirismo, ou de de amizade) nas quais o componente afetivo é o cerne e razão de ser de sua existência, e que portanto, exigem transparência e comunicação para que prosperem. E disso poderá advir, de fato, deslealdade. Dependendo do conteúdo da conduta das partes envolvidas.
Mentira é sempre mais grave e ofensiva por ter sido verbalizada ou claramente expressa, uma inverdade. É a categórica manifestação do equívoco a que se procura induzir o outro, dando-lhe a certeza e expectativa de fatos ou situações cuja irrealidade ou improcedência este último frequentemente não se encontra em condições de apurar. É bem verdade que poderá haver atenuantes...mas sempre haverá o emblema de ofensa à boa-fé alheia.
O problema é que se mente por muito pouco, por coisas pequenas, e com macabra e assustadora facilidade; mentira é algo tão perigosa, indiscriminada e levianamente banalizado a ponto de ter se tornado a regra, a normalidade, em vez de exceção (ou arma de defesa em situações esxtremas) , de modo que até mesmo, em termos macroculturais, a questão da corruptibilidade do ser humano é tão corriqueira quanto tiroteios na periferia da metrópole.
Mas enfim, meu querido, vou parando aqui essa minha reflexão, antes que enverede por um denso, árduo e interminável debate ética adentro, mas deixo um beijo e um cheiro procê! Um domingo e uma semana maravilhosos! ;-)
"- Mas eu sou super sincero; jamais minto, apenas omito...
Até que ponto a omissão é também uma falta de sinceridade e, por consequência, uma mentira?"
Minha resposta:
Falando em "poucas" palavras, omissão é essencialmente questão de conveniência e utilitarismo...depende demais de finalidade, contexto, não é algo a que se possa,intrinsecamente, cunhar os adjetivos "bom" ou "mau". Um frasco, ele somente, será apenas um frasco, mas será representado como mau se contiver veneno, ou bom, se seu conteúdo for remédio. Pode ser preservação, defesa, como pode ser capciosa maldade. Acredito em omissão como insinceridade apenas em relações (sejam de amor/companheirismo, ou de de amizade) nas quais o componente afetivo é o cerne e razão de ser de sua existência, e que portanto, exigem transparência e comunicação para que prosperem. E disso poderá advir, de fato, deslealdade. Dependendo do conteúdo da conduta das partes envolvidas.
Mentira é sempre mais grave e ofensiva por ter sido verbalizada ou claramente expressa, uma inverdade. É a categórica manifestação do equívoco a que se procura induzir o outro, dando-lhe a certeza e expectativa de fatos ou situações cuja irrealidade ou improcedência este último frequentemente não se encontra em condições de apurar. É bem verdade que poderá haver atenuantes...mas sempre haverá o emblema de ofensa à boa-fé alheia.
O problema é que se mente por muito pouco, por coisas pequenas, e com macabra e assustadora facilidade; mentira é algo tão perigosa, indiscriminada e levianamente banalizado a ponto de ter se tornado a regra, a normalidade, em vez de exceção (ou arma de defesa em situações esxtremas) , de modo que até mesmo, em termos macroculturais, a questão da corruptibilidade do ser humano é tão corriqueira quanto tiroteios na periferia da metrópole.
Mas enfim, meu querido, vou parando aqui essa minha reflexão, antes que enverede por um denso, árduo e interminável debate ética adentro, mas deixo um beijo e um cheiro procê! Um domingo e uma semana maravilhosos! ;-)
sábado, 26 de maio de 2012
[Registros do Facebook] Merecemos...
Merecemos que seja recíproco, principalmente porque somos demasiadamente humanos. E principalmente porque nossa dignidade exige o inteiro, o melhor de tudo.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
[Registros do Facebook/Comentários] Relação, emoção, intensidade e autodestruição
(Comentário/resposta minha à publicação indicada no link acima:)
Quando todo afeto individual é direcionado ao parceiro, você deixa de se dar valor e acaba se tornando dependente. Como se estivesse consumindo uma droga. Acredito que o maior equilíbrio a ser alcançado é entre se dedicar e se viciar, o que envolve, em seu cerne, equilibrar o componente emocional presente. Nesse mundo tão volátil de hoje é tão mais raro encontrar alguém que dê valor e genuinamente se entregue ao romantismo que, sem perceber, podemos nos apegar demais a isto de que sentimos falta, e, por consequencia, ao companheiro. Difícil aceitar que o excesso de energia concentrada no outro desgasta a relação mais rapidamente, precocemente exaurindo-a e reduzindo a apenas dias ou meses de fulminante paixão uma convivência que se lhe dada a oportunidade de evoluir, e paulatinamente, realmente poderia trazer uma relação mais sólida, no lugar de momentos de muita intensidade entre os amantes. Também difícil aceitar que toda essa avidez, essa vontade de ir com sede ao pote, que traz sim toda uma intensidade, ao mesmo tempo gere tantas dúvidas, angústias, e insegurança - quando se está mergulhado de cabeça (mais situação do que relação).
Cada um tem uma concepção bem própria e pessoal do que seja felicidade. É visceral. Começamos por primariamente buscar e pensar em algo que dê mais vida à nossa vida, e que faça faça nos sentirmos vivos. Aquela coisa mágica, especial, arrebatadora, grandiosa, desejada pela fantasia, quiçá em tons de romance à Lord Byron é o que move e consome temperamentos mais sanguíneos e emocionais, via de regra sempre mais dispostos a romper com o medíocre e preto e branco cotidiano. A tendência natural para esses indivíduos (eu incluído rs) é tomar demais a iniciativa, algo este (iniciativa) a que já são essencialmente dados. Estamos tão preocupados em acompanhar o outro, mas estará ele também preocupado em nos acompanhar? O desafio passa a ser não perder o centro de si, e ter um mínimo de frieza e racionalidade para avaliar se estamos tendo reciprocidade. Avaliar sem que isso signifique ficar sem chão, estar o mundo caindo diante de nós, ou assistindo a um castelo de areia desmanchar-se. Momento,este, em que ter o pé no chão torna-se a nossa força mais próxima e concreta.
Orgulho? Pode ser. Um pouco dele não faz mal a ninguém. Mas prefiro chamar de autorespeito. Sem o qual vivemos de migalhas de sinais que imaginamos ser de afeto e nem sempre (quase nunca) o são.
Amar sem ser amado é algo ao qual deve o homem se negar incondicionalmente. Pessoas que amam demais e não sabem quando parar tornam-se fadadas à autodestruição.
Em suma: muita disciplina necessária. E haja paciência.
Orgulho? Pode ser. Um pouco dele não faz mal a ninguém. Mas prefiro chamar de autorespeito. Sem o qual vivemos de migalhas de sinais que imaginamos ser de afeto e nem sempre (quase nunca) o são.
Amar sem ser amado é algo ao qual deve o homem se negar incondicionalmente. Pessoas que amam demais e não sabem quando parar tornam-se fadadas à autodestruição.
Em suma: muita disciplina necessária. E haja paciência.
(Esperamos sempre aprender antes que seja tarde, e muito tempo tenha se passado.)
(Contribuições de um Taurino meio Ariano com ascencente na cúspide Gêmeos-Câncer (controvérsias subjacentes) e Lua em Escorpião...(não, não é em Libra).
(Contribuições de um Taurino meio Ariano com ascencente na cúspide Gêmeos-Câncer (controvérsias subjacentes) e Lua em Escorpião...(não, não é em Libra).
domingo, 18 de março de 2012
[Registros do Facebook] Nós, taurinos.
Sim, somos ciumentos, geniosos, porém leais, dedicados, envolventes, atenciosos, generosos e sempre ali por quem amamos. Amigos pro que der e vier. Cheios de amor pra dar. Os melhores pares do zodíaco. São pessoas do bem e nada mais justo do que querer e ter e ao redor companheiros à altura.
Amorosos, porém não cegos e otários, traiu nossa confiança, tá f*dido(a)! Se agimos desconfiados ou reticentes, é porque queremos saber onde estamos pisando. O taurino, como signo de terra, pode parecer frio, reservado (e quase sempre é), analítico até, e uma muralha, mas é por necessidade de segurança, mecanismo de defesa, não por querer desprezar. Um taurino legítimo não é leviano, não se envolve, muito menos promete algo impensadamente ou enquanto não confia em alguém...e isso demora.
Por ser um signo de terra - e é a emanação mais intensa/elevada do elemento terra - é, mais do que qualquer outro, muito afeito aos prazeres materias. Luxúria, boa comida, conforto...são com ele mesmo. 9 em cada 10 taurinos são ninfomaníacos. Sexo é algo muito importante e presente em sua vida. Mas fique tranquilo(a), porque ele é um babacão e prefere o conforto do sexo feito na sua cama, a se aventurar por aí. Se casamento não é só sexo, se liga meu nego/minha nega porque esse putão safado vai te prensar e levar freneticamente pra atividade até enjoar, e querer mais. rs
Mas é um bom sujeito, a cabeça de baixo fala alto, mas não mais alto que a cabeça de cima e o coração. Nem sempre esses dois se entendem, o tourinho é muito passional...mas seja como for, o bom tourinho não fará coisas que desmintam seu caráter, dignidade e autoestima.
Amorosos, porém não cegos e otários, traiu nossa confiança, tá f*dido(a)! Se agimos desconfiados ou reticentes, é porque queremos saber onde estamos pisando. O taurino, como signo de terra, pode parecer frio, reservado (e quase sempre é), analítico até, e uma muralha, mas é por necessidade de segurança, mecanismo de defesa, não por querer desprezar. Um taurino legítimo não é leviano, não se envolve, muito menos promete algo impensadamente ou enquanto não confia em alguém...e isso demora.
Por ser um signo de terra - e é a emanação mais intensa/elevada do elemento terra - é, mais do que qualquer outro, muito afeito aos prazeres materias. Luxúria, boa comida, conforto...são com ele mesmo. 9 em cada 10 taurinos são ninfomaníacos. Sexo é algo muito importante e presente em sua vida. Mas fique tranquilo(a), porque ele é um babacão e prefere o conforto do sexo feito na sua cama, a se aventurar por aí. Se casamento não é só sexo, se liga meu nego/minha nega porque esse putão safado vai te prensar e levar freneticamente pra atividade até enjoar, e querer mais. rs
Mas é um bom sujeito, a cabeça de baixo fala alto, mas não mais alto que a cabeça de cima e o coração. Nem sempre esses dois se entendem, o tourinho é muito passional...mas seja como for, o bom tourinho não fará coisas que desmintam seu caráter, dignidade e autoestima.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
[Registros do Facebook/Postagens] Pessoas. Contatos. Destinos.
Momento insight ("parei"): você, que gosta de alguém...você que eu por acaso vi discutir e chorar...percebe que intimidade e sintonia são coisas distintas? Ter acesso, interagir e participar é uma coisa...e sentir e agir de forma genuinamente recíproca é outra? Por mais óbvio que pareça - e é óbvio, e é por isso mesmo que se deixa de lado - somos suficientemente capazes de perceber quando nossas intenções e energias não estão convergentemente direcionadas. E temos medo de ir ao cerne da questão como se estivéssemos a tocar numa ferida ou talvez prestes a fazer ruir um castelo, na verdade mais de sonhos do que de outra coisa. Ter medo da solidão é mais do que natural. Comunicação é onde os rumos podem mudar, é onde situações de modificam, é onde medimos se estamos sendo efetivamente verdadeiros um com o outro. É onde vemos que a disparidade de sintonias e energias se encontra na intransparência, insinceridade, ou no medo ou incapacidade de encarar a verdade para si e para o outro, entre outras coisas. Há outras razões mil que desconheceremos. Há outras suposições que sem respostas teceremos. Pensaremos o mundo, porque há ali diante de nós um outro mundo a cuja completude humanamente não teremos jamais acesso. Desconcertar-nos-emos, porque, em decorrência de uma bilateralidade, muitas se não a maioria das respostas não se revelam mesmo com a supostamente mais precisa e esmerada imvestigaçao profissional em comportamento. Mas principalmente, nisso tudo, ainda que não atinjamos os desejados objetivos de sinergia e mútuo entendimento, devemos carregar a consciência de ter tentado até não mais poder. Porque bilateralidade implica em situações cujo poder de solução não pertence a apenas um, e sim a dois, em conjunto. E porque, por isso mesmo, não devemos cultivar o hábito de levar para si, e perenizar algo que, teoricamente tido como mal resolvido, pode ter sido no fundo um mal-entendiido, mormente quando as emoções se inflamam e reagem segundo a proporção de suas feridas. Talvez possa e deva se considerar uma variável, a de que as pessoas têm tempos distintos. Realmente eles existem. Há os impacientes e imediatistas, como eu. Há os mais lentos. Mais ocupados e consumidos em questões exclusivamente individuais. E os mais egoístas, também. Uma resposta talvez leve dias, semanas. Frequentemente precisamos sumir, e de momentos a sós. Mas sou da opinião de quem gosta e se importa se comunica, e silêncio desavisado, inadvertido, silêncio, simplesmente, é p*taria. Comunicaçao é um mínimo de respeito e consideração. Entendimento é consequência. O básico para saber se poderá haver entendimento, e quem sabe daí saber se há realmente propósito.
Meu/minha caro(a), gostaria de pensar diferente, mas minhas vivências quanto a isso cada dia me deixam mais claro de que não é questão de rigidez ou flexibilidade...preciso me policiar para não acabar sendo cruel, radical (não intransigente). Mas tenha em mente que não somos insubstituíveis. Tenha em mente que não estamos ou vivemos à disposição de ninguém, ninguém mesmo, a não ser de nós mesmos. Somos únicos, singulares, especiais, mas possibilidades dentro de miihões. Endurecemos e simultaneamente adquirimos o dom de desapegar. Isso edifica um tanto nosso ego. Porque não é qualquer idiota que deve ter a honra de participar de nossa vida. Temos o livre arbítrio de mostrar quem, o que somos, o que temos a oferecer. Podemos convidar, e querer. Devemos, primeiro por respeito a nós mesmos, ser verdadeiros e honestos no que falamos - será o coração falando de modo categórico e objetivo...paradoxalmente é onde ele se encontra, no propósito, com a razão...uma vez que intenções não são produtos meramente cognitivos). O foda é que esse querer fica tão intenso que nos esquecemos dos tênues limites entre querer, e querer a todo custo, o que nos faz inconscientemente querer nos impor.
Tente até onde suas forças permitirem...sem se anular. A vida continua. Corre. The beat goes on, babe. Desista não por medo de tentar, mas não merece sofrer. Se isso acontecer... "let it go!" Não se perturbe por eventuais fantasmas de fracasso. Porque somos imperfeitos e sempre erraremos achando que acertamos. Só perde quem desiste, e não quem fracassa. Desista da infelicidade, e não de partir pra outra.
Ah, e tomando emprestado os dizeres de um amigo: gente boa é gente boa. FDP é FDP.
Sucesso, babe!
=)
Meu/minha caro(a), gostaria de pensar diferente, mas minhas vivências quanto a isso cada dia me deixam mais claro de que não é questão de rigidez ou flexibilidade...preciso me policiar para não acabar sendo cruel, radical (não intransigente). Mas tenha em mente que não somos insubstituíveis. Tenha em mente que não estamos ou vivemos à disposição de ninguém, ninguém mesmo, a não ser de nós mesmos. Somos únicos, singulares, especiais, mas possibilidades dentro de miihões. Endurecemos e simultaneamente adquirimos o dom de desapegar. Isso edifica um tanto nosso ego. Porque não é qualquer idiota que deve ter a honra de participar de nossa vida. Temos o livre arbítrio de mostrar quem, o que somos, o que temos a oferecer. Podemos convidar, e querer. Devemos, primeiro por respeito a nós mesmos, ser verdadeiros e honestos no que falamos - será o coração falando de modo categórico e objetivo...paradoxalmente é onde ele se encontra, no propósito, com a razão...uma vez que intenções não são produtos meramente cognitivos). O foda é que esse querer fica tão intenso que nos esquecemos dos tênues limites entre querer, e querer a todo custo, o que nos faz inconscientemente querer nos impor.
Tente até onde suas forças permitirem...sem se anular. A vida continua. Corre. The beat goes on, babe. Desista não por medo de tentar, mas não merece sofrer. Se isso acontecer... "let it go!" Não se perturbe por eventuais fantasmas de fracasso. Porque somos imperfeitos e sempre erraremos achando que acertamos. Só perde quem desiste, e não quem fracassa. Desista da infelicidade, e não de partir pra outra.
Ah, e tomando emprestado os dizeres de um amigo: gente boa é gente boa. FDP é FDP.
Sucesso, babe!
=)
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=299057856816512&set=a.111494062239560.14588.100001369009109&type=1
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
[Registros do Facebook/Postagens] (adaptado)The Power of Goodbye
http://www.facebook.com/brunoguimaraes11/posts/329078303799613
http://www.youtube.com/watch?v=NHydngA5C4E
Freedom comes when you learn to let go
Creation comes when you learn to say no
You were my lesson, I had to learn
I was your fortress, you had to burn
Música linda. Emocionante. Especial. E recorrente na minha vida. Tanto quanto a questão do desapego - algo bem desafiador para um taurino, ainda mais com lua e ascendente em signos de água (risos). Madonna linda como sempre, e emocionante. Letra foda demais (com o perdão da palavra). Não há como não ficar tocado.Sou da opinião de que levamos não as pessoas, mas o melhor que extraímos daquele universo, cuja completude apenas seu dono, o indivíduo, possui. Sou da opinião de que tendemos a nos agarrar àquelas marcas, à forma como são moldadas e deixadas...à forma como recebemos afeto, à pessoalidade, singularidade, particularidade. Associações - entre pessoa e atributos, conquanto contextualmente particularizados - que fazem esquecer-nos de que existem por aí tantas outras pessoas capazes e dispostas a estabelecer uma troca, imprimindo uma marca, deixando seu legado e afirmando, por suas atitudes, como se "inventam" e crescem a paixão e o amor de um milhão de maneiras possíveis. Em suma, nos apegamos à forma como recebemos carinho, atenção, apoio, e difícil é dissociar de quem dá a qualidade do que é dado. Querer mais e mais, nada mais justo e natural, porém igualmente perigoso na medida da força do elo, do vínculo...quanto maior, maior a força para ser quebrado, maior a dor sofrida.
Talvez a parte mais tangível e cruel do apego seja o quanto de energia lançamos e investimos em uma relação, ou em uma tentativa, colocando à frente, de forma porém mais inconsciente, nosso anseio por retorno e reciprocidade. Principalmente quando houve uma forte sintonia. Nada mais humano e natural, quando se tem um objetivo e portanto quer-se perseguí-lo obstinadamente. Quem nunca teve medo de perdas, ou reviver experiências infrutíferas anteriores? Que o digam os ciumentos e possessivos. Uma tentativa malograda tem a lembrança do quase, e, muito embora tratando - se de tentativa, ela nos revive um gosto de perda. Asssim são os inconformados, e inconformistas por excelência. Querer e tentar mudar o que não foi consumado é tão nobre quanto ingrato. O sentimento de extrema urgência consome o inconformado. O quase, sob as sombras da angústia, equipara-se à perda. "Quando será?" " Até quando...?" Profusão de sentimentos...medo...incapacidade de perder...extremismo do tudo ou nada...angústia do imediatismo...obstinação opor esta última desencadeada. "Quero agora e quero pra mim." Pensamos: "felicidade é pra ontem". É. A vida é um caminho incerto, tortuoso, tormentoso, e de extensão que desconhecemos. Tudo isso já é por demais angustiante. Surge a necessidade de despertar e educar mente e coração para o aprendizado de que felicidade é um meio, não um fim...acredito que temos dentro de nós essas respostas. O difícil é saber onde, dentro de nós, elas estão. Desfazer velhos nós sempre reencontrados, e internamente reconciliar-se. Humanamente difícil também, é reagir lembrando que a proporção de uma frustração é diretamente proporcional ao tamanho da expectativa gerada. Mas convém lembrar uma oportuna distinção: expectativas x objetivos. Humanamente impossível,talvez, reagir sem que frustrações geradas tenham impactos emocionais consideráveis. Entre querer, e esperar, bem como entre querer e ter, há aquela distância de que sempre se esquece, inconscientemente. Ao tentar não significa que mudaremos toda e qualquer circunstâncias, muito embora a quebra da inércia seja o impulso para que vidas reajam e se transformem.
Quem genuinamente se apaixona, se entusiasma e esquece-se de que o maior tropeço disso é acreditar que mudaremos o mundo, ou nos mudaremos. Difícil é a tenra e flamejante paixão aceitar - e não "entender" - que as ilusões de todo um encantamento, um deslumbramento, não devem ocultar a necessidade, de forma realista, de conhecer o outro, e atentar para sinais contidos nas entrelinhas. Difícil, sim, porque em meio à chatice cotidiana queremos algo mágico, que faça a diferença, que ao olhar acrescente brilho de adicional felicidade...paixão romantismo que tem também o condão de fazer,como nunca na vida, sermos vistos de forma incomparavelmente doce e especial...quiçá como heróis...talvez como num conto de fadas...quando querer agradar e mudar-se fere mais do que se imagina. Aquela sensível alma certamente fará de tudo para conservar ao máximo possível a atmosfera de romance, envoltório de toda uma paixão, que naturalmente caminha na corda bamba, entre o risco de expirar em sua fulminância, ou prosseguir e perseverar no amor, experimentando também dos espinhos deste. Desconcerta, gera sentimento de impotência, e simultaneamente conforta saber que, como tudo na vida, nossos poderes são limitados, e não são diferentes quanto ao mudar ou interferir em determinada investida. Perdemos o senso de que não devemos mudar, apenas melhorar se for o caso. Não temos o controle, principalmente quando certas conquistas são bilaterais, e apenas a vontade de um dos pares não é suficiente para que de uma mera situação nasça uma relação.*
Mas sempre haverá o dia em que estaremos suficientemente fortalecidos para o libertador adeus. Que não é o fim. Prefiro pensar como um recomeço. Uma nova chance para nós. Assim como a morte não é o fim, mas o início de uma nova fase da vida. Confortará a chegada do momento em que perceberemos não pela pura razão (quanta ingenuidade) - mas porque o coração volta a si, cansado de sofrer, e nisso com ela se harmoniza - que criar e escrever nosso destino não necessariamente significa ter tudo que queremos. E que o apego perde ainda mais sua razão de ser por representar mais e mais algo que se distancia no passado. Sendo fato de que o mais difícil em tudo isso seja efetivamente despertar que não temos o poder de controlar tudo, como fruto de nossas limitações.
Quem genuinamente se apaixona, se entusiasma e esquece-se de que o maior tropeço disso é acreditar que mudaremos o mundo, ou nos mudaremos. Difícil é a tenra e flamejante paixão aceitar - e não "entender" - que as ilusões de todo um encantamento, um deslumbramento, não devem ocultar a necessidade, de forma realista, de conhecer o outro, e atentar para sinais contidos nas entrelinhas. Difícil, sim, porque em meio à chatice cotidiana queremos algo mágico, que faça a diferença, que ao olhar acrescente brilho de adicional felicidade...paixão romantismo que tem também o condão de fazer,como nunca na vida, sermos vistos de forma incomparavelmente doce e especial...quiçá como heróis...talvez como num conto de fadas...quando querer agradar e mudar-se fere mais do que se imagina. Aquela sensível alma certamente fará de tudo para conservar ao máximo possível a atmosfera de romance, envoltório de toda uma paixão, que naturalmente caminha na corda bamba, entre o risco de expirar em sua fulminância, ou prosseguir e perseverar no amor, experimentando também dos espinhos deste. Desconcerta, gera sentimento de impotência, e simultaneamente conforta saber que, como tudo na vida, nossos poderes são limitados, e não são diferentes quanto ao mudar ou interferir em determinada investida. Perdemos o senso de que não devemos mudar, apenas melhorar se for o caso. Não temos o controle, principalmente quando certas conquistas são bilaterais, e apenas a vontade de um dos pares não é suficiente para que de uma mera situação nasça uma relação.*
Sinto-me paradoxalmente feliz por compartilhar isto. Sinto-me feliz por chegar à conclusão de que sou mais forte do que sempre pensei. Sentir-me-ei feliz se com estas despretensiosas linhas tiver auxiliado alguma dolorida e amorosa alma. Sou feliz e forte por sempre seguir em frente. O que não quer dizer negar os pretéritos percalços, mas deles ter extraído e sedimentado as reflexões que me edificam.Qualquer que seja a intensidade da dor, sempre acordaremos para isto: só não erra, só não perde quem nunca tentou.
Calorosos abraços.
*(Ah, sei..."amizade com benefícios"? Não...não gosto e não pratico essas modernidades...são perfeitas para pegação, descompromisso...amizade propriamente dita, que é sentimento que cria e une irmãos, não se coaduna com sexo oportuno. Até tento colocar-me na pele de um adepto, e parece a priori válido quando se procura sexo com alguém que valha a pena (sobretudo em termos de respeito, afinidade e afetividade, prioritários à química e atração). Posso ser careta, quadrado ou algo mais do gênero, porém cada pessoa funciona de forma diferente...funciono diferente disso...e aqueles atributos conduzem a situação que não uma que seja propícia à formação de um laço de fraternidade...mas de outro que, se idôneo, forma um laço de cumplicidade entretanto em sintonia de diferente vibração. Talvez fosse correto dizer: sentimentos, confrontados, de amplitude parecida, porém diferente frequência. (Perdoem-me os físicos pela possível gafe.) Conjuntos que, embora encontrem interseção, e estejam em um universo, são todos diferentes. Eis aí razão pela qual não faria sexo com um amigo...e a segunda é porque sexo é o decorrência, um complemento, de algo que se desenvolve na área exclusiva (e não comum) de uma daquelas esferas ou conjuntos. Alguém com quem fazemos sexo casual terá sido necessariamente um contato/conhecido, poderá ser eventualmente, de novo, um parceiro (em sentido lato, não necessariamente afetivo, com denotação de contraparte de uma relação sexual), poderá quiçá se tornar um par/companheiro (não sou daqueles, por exemplo, daqueles que acham que as mulheres devem se casar virgens, apenas que sexo é importante e ajuda a manter, mas não o eixo de uma relação...não quero dizer que sexo aparece em momento posterior como se quisesse nisso traduzir uma ordem cronológica, mas um papel secundário numa escala de prioridades para seres dotados de natureza e necessidade biológica não preponderantes às suas características racionais, cognitivas e afetivas, sem as quais estaríamos falando de animais que chamamos meramente de "bichos"). Mas não, não cabe ao amigo real o papel que buscamos no contato ou no parceiro ("peguetes", como vulgarmente se diz por aí)...vamos separar as coisas, por favor. Nada de oba oba nisso...porque com sentimento não se brinca. É difícil imaginar aquele amigo do peito como um irmão só que não do seu sangue? Simples assim.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
[Registros do Facebook/Postagens] Sensações. Aprendizados. Processamentos. Transições
http://www.facebook.com/brunoguimaraes11/posts/271771709545127
4 de Janeiro às 08:17 próximo a Rio de Janeiro
Dizem que um amor de verdade não tem despedida. Se mais receptivamente dermos ouvidos aos sentimentos, fica parecendo que alguém está com um pedaço nosso e estamos com um pedaço desse outro alguém. Tendo a acreditar, especialmente em função de uma descomunal troca de energia. Certas marcas são tão profundas que acreditamo-las indeléveis. Ainda não sei, há coisas que só o tempo pra dizer. E tento, na razão, acreditar que ninguém é insubstituível. Embora certas "escolhas", que o coração julga não serem escolhas, mas reconhecimentos - o que implicaria acreditarmos em que nada é por acaso - pareçam representar algo perfeitamente feito para nós. Queremos sempre algo mágico, e essa fantasia,bem como sua sombra, continua sempre tão sedutora quanto perturbadora. Muita compreensão é necessária, não apenas para processar, como para continuar tocando a vida com a cabeça e o coração aberto. Confesso não acreditar ter essa capacidade toda, quando o desapego parece o mais cruel dos exercícios. Vou vivendo, tentando acertar sem negar meus sentimentos , esperando um dia conseguir conciliar plenamente todas essas necessidades.
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