sábado, 18 de fevereiro de 2012

[Registros do Facebook/Postagens] Pessoas. Contatos. Destinos.

Momento insight ("parei"): você, que gosta de alguém...você que eu por acaso vi discutir e chorar...percebe que intimidade e sintonia são coisas distintas? Ter acesso, interagir e participar é uma coisa...e sentir e agir de forma genuinamente recíproca é outra? Por mais óbvio que pareça - e é óbvio, e é por isso mesmo que se deixa de lado - somos suficientemente capazes de perceber quando nossas intenções e energias não estão convergentemente direcionadas. E temos medo de ir ao cerne da questão como se estivéssemos a tocar numa ferida ou talvez prestes a fazer ruir um castelo, na verdade mais de sonhos do que de outra coisa. Ter medo da solidão é mais do que natural. Comunicação é onde os rumos podem mudar, é onde situações de modificam, é onde medimos se estamos sendo efetivamente verdadeiros um com o outro. É onde vemos que a disparidade de sintonias e energias se encontra na intransparência, insinceridade, ou no medo ou incapacidade de encarar a verdade para si e para o outro, entre outras coisas. Há outras razões mil que desconheceremos. Há outras suposições que sem respostas teceremos. Pensaremos o mundo, porque há ali diante de nós um outro mundo a cuja completude humanamente não teremos jamais acesso. Desconcertar-nos-emos, porque, em decorrência de uma bilateralidade, muitas se não a maioria das respostas não se revelam mesmo com a supostamente mais precisa e esmerada imvestigaçao profissional em comportamento. Mas principalmente, nisso tudo, ainda que não atinjamos os desejados objetivos de sinergia e mútuo entendimento, devemos carregar a consciência de ter tentado até não mais poder. Porque bilateralidade implica em situações cujo poder de solução não pertence a apenas um, e sim a dois, em conjunto. E porque, por isso mesmo, não devemos cultivar o hábito de levar para si, e perenizar algo que, teoricamente tido como mal resolvido, pode ter sido no fundo um mal-entendiido, mormente quando as emoções se inflamam e reagem segundo a proporção de suas feridas. Talvez possa e deva se considerar uma variável, a de que as pessoas têm tempos distintos. Realmente eles existem. Há os impacientes e imediatistas, como eu. Há os mais lentos. Mais ocupados e consumidos em questões exclusivamente individuais. E os mais egoístas, também. Uma resposta talvez leve dias, semanas. Frequentemente precisamos sumir, e de momentos a sós. Mas sou da opinião de quem gosta e se importa se comunica, e silêncio desavisado, inadvertido, silêncio, simplesmente, é p*taria. Comunicaçao é um mínimo de respeito e consideração. Entendimento é consequência. O básico para saber se poderá haver entendimento, e quem sabe daí saber se há realmente propósito.

Meu/minha caro(a), gostaria de pensar diferente, mas minhas vivências quanto a isso cada dia me deixam mais claro de que não é questão de rigidez ou flexibilidade...preciso me policiar para não acabar sendo cruel, radical (não intransigente). Mas tenha em mente que não somos insubstituíveis. Tenha em mente que não estamos ou vivemos à disposição de ninguém, ninguém mesmo, a não ser de nós mesmos. Somos únicos, singulares, especiais, mas possibilidades dentro de miihões. Endurecemos e simultaneamente adquirimos o dom de desapegar. Isso edifica um tanto nosso ego. Porque não é qualquer idiota que deve ter a honra de participar de nossa vida. Temos o livre arbítrio de mostrar quem, o que somos, o que temos a oferecer. Podemos convidar, e querer. Devemos, primeiro por respeito a nós mesmos, ser verdadeiros e honestos no que falamos - será o coração falando de modo categórico e objetivo...paradoxalmente é onde ele se encontra, no propósito, com a razão...uma vez que intenções não são produtos meramente cognitivos). O foda é que esse querer fica tão intenso que nos esquecemos dos tênues limites entre querer, e querer a todo custo, o que nos faz inconscientemente querer nos impor.

Tente até onde suas forças permitirem...sem se anular. A vida continua. Corre. The beat goes on, babe. Desista não por medo de tentar, mas não merece sofrer. Se isso acontecer... "let it go!" Não se perturbe por eventuais fantasmas de fracasso. Porque somos imperfeitos e sempre erraremos achando que acertamos. Só perde quem desiste, e não quem fracassa. Desista da infelicidade, e não de partir pra outra.

Ah, e tomando emprestado os dizeres de um amigo: gente boa é gente boa. FDP é FDP.

Sucesso, babe!

=)
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