Por Marcelo Wolf:
"- Mas eu sou super sincero; jamais minto, apenas omito...
Até que ponto a omissão é também uma falta de sinceridade e, por consequência, uma mentira?"
Minha resposta:
Falando em "poucas" palavras, omissão é essencialmente questão de conveniência e utilitarismo...depende demais de finalidade, contexto, não é algo a que se possa,intrinsecamente, cunhar os adjetivos "bom" ou "mau". Um frasco, ele somente, será apenas um frasco, mas será representado como mau se contiver veneno, ou bom, se seu conteúdo for remédio. Pode ser preservação, defesa, como pode ser capciosa maldade. Acredito em omissão como insinceridade apenas em relações (sejam de amor/companheirismo, ou de de amizade) nas quais o componente afetivo é o cerne e razão de ser de sua existência, e que portanto, exigem transparência e comunicação para que prosperem. E disso poderá advir, de fato, deslealdade. Dependendo do conteúdo da conduta das partes envolvidas.
Mentira é sempre mais grave e ofensiva por ter sido verbalizada ou claramente expressa, uma inverdade. É a categórica manifestação do equívoco a que se procura induzir o outro, dando-lhe a certeza e expectativa de fatos ou situações cuja irrealidade ou improcedência este último frequentemente não se encontra em condições de apurar. É bem verdade que poderá haver atenuantes...mas sempre haverá o emblema de ofensa à boa-fé alheia.
O problema é que se mente por muito pouco, por coisas pequenas, e com macabra e assustadora facilidade; mentira é algo tão perigosa, indiscriminada e levianamente banalizado a ponto de ter se tornado a regra, a normalidade, em vez de exceção (ou arma de defesa em situações esxtremas) , de modo que até mesmo, em termos macroculturais, a questão da corruptibilidade do ser humano é tão corriqueira quanto tiroteios na periferia da metrópole.
Mas enfim, meu querido, vou parando aqui essa minha reflexão, antes que enverede por um denso, árduo e interminável debate ética adentro, mas deixo um beijo e um cheiro procê! Um domingo e uma semana maravilhosos! ;-)
"- Mas eu sou super sincero; jamais minto, apenas omito...
Até que ponto a omissão é também uma falta de sinceridade e, por consequência, uma mentira?"
Minha resposta:
Falando em "poucas" palavras, omissão é essencialmente questão de conveniência e utilitarismo...depende demais de finalidade, contexto, não é algo a que se possa,intrinsecamente, cunhar os adjetivos "bom" ou "mau". Um frasco, ele somente, será apenas um frasco, mas será representado como mau se contiver veneno, ou bom, se seu conteúdo for remédio. Pode ser preservação, defesa, como pode ser capciosa maldade. Acredito em omissão como insinceridade apenas em relações (sejam de amor/companheirismo, ou de de amizade) nas quais o componente afetivo é o cerne e razão de ser de sua existência, e que portanto, exigem transparência e comunicação para que prosperem. E disso poderá advir, de fato, deslealdade. Dependendo do conteúdo da conduta das partes envolvidas.
Mentira é sempre mais grave e ofensiva por ter sido verbalizada ou claramente expressa, uma inverdade. É a categórica manifestação do equívoco a que se procura induzir o outro, dando-lhe a certeza e expectativa de fatos ou situações cuja irrealidade ou improcedência este último frequentemente não se encontra em condições de apurar. É bem verdade que poderá haver atenuantes...mas sempre haverá o emblema de ofensa à boa-fé alheia.
O problema é que se mente por muito pouco, por coisas pequenas, e com macabra e assustadora facilidade; mentira é algo tão perigosa, indiscriminada e levianamente banalizado a ponto de ter se tornado a regra, a normalidade, em vez de exceção (ou arma de defesa em situações esxtremas) , de modo que até mesmo, em termos macroculturais, a questão da corruptibilidade do ser humano é tão corriqueira quanto tiroteios na periferia da metrópole.
Mas enfim, meu querido, vou parando aqui essa minha reflexão, antes que enverede por um denso, árduo e interminável debate ética adentro, mas deixo um beijo e um cheiro procê! Um domingo e uma semana maravilhosos! ;-)
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